terça-feira, 19 de novembro de 2013

"Poeminha do contra"

 Olá, leitores.
 Algum de vocês já ouviu falar de Mário Quintana? Devo confessar que ouvir falar, eu já ouvira, mas saber um pouco de sua história como escritor, a data e o local de nascimento, obras... Vixi! Não sabia mesmo. Entretanto, um de seus poemas mais famosos, "Poeminha do Contra", de vez em quando me vinha à cabeça, olha que frase bonitinha:

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

 E não só é bonitinha. Fazendo uso de figuras de linguagem, Quintana escreveu uma resposta a todas as críticas que recebera por ser um poeta que utilizava linguagem simples em suas obras. Disse que todos aqueles que o criticavam/autores que utilizavam uma linguagem mais elaborada, passariam, já ele, passarinho, ou seja, ficaria para sempre na história. Acredito que o 'passarinho', faz referência a essa associação que fazemos das aves com algo livre, eterno. 
Mario Quintana
 Mas cada pessoa, em cada época e em cada contexto diferente, pode interpretar a poesia de uma forma distinta, mas sempre com essa ideia da imortalidade, de ficar para sempre na história.
 Falando um pouco mais do autor, Mario Quintana, ele foi um gaúcho (tchê!) nascido em 30 de Julho de 1906 em Alegrete. Viveu uma vida típica de poeta: solitária, sem esposa nem filhos. Também não tinha residência própria, vivia em hotéis.
 Trabalhou como colunista em jornais, como tradutor de livros, como poeta e escritor. Escreveu também obras infantis. Tentou por três vezes, sem sucesso, entrar para a Academia Brasileira de Letras. Foi convidado a tentar uma quarta vez, com a garantia de que dessa vez  conseguiria, mas se recusou a passar pelo processo de novo.

 No dia 5 de Maio de 1994, morreu aos 87 anos em Porto Alegre, deixando uma obra imortal.  

 Gostaram de saber um pouco mais da história desse poema tão famoso e de seu autor?
 A qualquer momento voltamos com mais poesia no Risadas!

Até breve,
Nat Magal

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